16 fev

Do balcão de botecos paulistanos para bares de prestígio do mundo todo, comunidade de bartenders busca reconhecimento mundial para o drink brasileiro por meio de sua popularização

A combinação entre uma boa cachaça e vermute tinto resulta em um dos pilares mais importantes da coquetelaria brasileira. E por que não um dos mais versáteis também? Há pelo menos 60 anos, o Rabo de Galo está presente em bares e botecos de todo o Brasil, recebendo novas roupagens e interpretações. É a partir da sua versatilidade que alguns bartenders e estudiosos da cachaça, buscam levá-lo para cartas de drinks de todo o Brasil.

E por que não para cartas do mundo todo? A idéia é antiga e vai muito além de difundi-lo apenas em bares nacionais, mas conseguir o reconhecimento da International Bartenders Association (IBA). Fazer parte de sua carta de coquetéis é como estar na vitrine da coquetelaria mundial.

Assim como a Caipirinha, que entrou para a lista da IBA nos anos 90, o objteivo é reafirmar a identidade brasileira com o Rabo de Galo – de paladar mais amargo e versátil – e, de quebra, impulsionar a venda de nossa aguardente para todo o mundo.

Presente em todos os botecos do Brasil, o Rabo de Galo é nacionalmente tomado em forma de shots

                  Cocktail Abrasileirado

A história do Rabo de Galo remonta aos primeiros passos da coquetelaria paulistana. A cachaça já era consumida em larga escala nos botecos brasileiros, mas tudo mudou nos anos 50, quando uma empresa estrangeira de vermutes tintos chegou à capital e percebeu que aqui, a cachaça era a grande estrela dos bares.

Para aproveitar a fama de nossa aguardente e, ao mesmo tempo, vender o seu produto, a marca adotou a estratégia de criar um copo com marcações para a dosagem da cachaça e do vermute. A tradução literal do termo para mistura de bebidas, já chamada no exterior de ‘cocktail’, foi usada como batismo para a receita – surgindo assim o nome Rabo de Galo

Mesmo que o drink tenha surgido em São Paulo, sua receita se espalhou rapidamente pelo Brasil, ganhando nomes e sabores diferentes, ligados às regiões que o adotaram.

                   Novas leituras do Rabo de Galo

Um dos aspectos mais interessantes do drink paulistano, de acordo com Derivan, é poder conhecer dezenas de histórias diferentes sobre o Rabo de Galo. Cada nova releitura, com suas inspirações e interpretações, enriquece o conhecimento sobre o coquetel.

É possível inovar de diversar maneiras no preparo. Os toques personalizados vão desde a inclusão de elementos regionais, à escolha de cachaças com envelhecimentos diferenciados, uso de vermutes artesanais, guarnições curiosas ou proporções incomuns.

Uma releitura mais formal do Rabo de Galo

 

http://clubedobarman.com/rabo-de-galo/